Manifesto da ONU Socialista


Por Leo Pereira: jornalista, publicitário, poeta e dramaturgo.

O que está acontecendo na Líbia é que transformaram uma manifestação popular e pacífica de um país vizinho numa licença para fazer a GUERRA. A mesma guerra dos impérios Americanos do Norte e Europeus que já mataram e torturaram tanta gente e tantas nações na África, na America Latina, no Golfo, no Mundo Inteiro… Muita coisa precisa mudar no mundo: Não há paz pela guerra. Os impérios capitalistas só conseguem pensar soluções pela lógica da guerra porque o capitalismo é um sistema viciado em energia, dinheiro e guerra: acumular capital podre (vender armas) e roubar petróleo é mais importante que a vida e a construção da PAZ.

O capitalismo está morto ideologicamente. É um sistema corrupto construído por homens corruptos como todos os outros sistemas que o antecederam. É um sistema podre, burro, hipócrita e opressor. Precisamos vencê-lo. Precisamos lê-lo. Primeira clareza é entendermos que há mais de 400 anos o mundo se rege pela lógica desse sistema burro, corrupto, hipócrita e opressor. Portanto, por mais que hajam nações que tenham construído poderes (ditaduras) em guerra em nome de teses socialistas; é pela lógica do capitalismo que o mundo se rege. Todo o mundo. Sistema é coisa de mundo. Precisamos mudar o mundo. Precisamos mudar os homens para mudar o mundo.

Penso que é impossível mudar o mundo com homens e mulheres corruptos. Em todo ato de corrupção o corruptor e o corrompido se tornam pessoas menores: menos gente, menos trabalhador, menos homem, menos mulher. Toda corrupção é uma forma de agressão ao humano com consequências cancerígenas para a vida e para o meio ambiente. A degradação ambiental e a exclusão humana que vivemos é fruto (incontestável) da corrupção. Somente vencendo a corrupção poderemos nos tornar conscientes, melhores e preparados para ler e transpor as armadilhas do sistema capitalista. De outro lado, é impossível construir o socialismo utilizando pessoas corruptas ou instrumentos que “servem” à corrupção: como armas ou a flagrante hipocrisia do caixa 2 (vício capitalista).

Evidentemente a corrupção está no sistema como está no homem e está nos poderes construídos em nome da tese socialista. Toda ditadura (poder ganho em guerra) é naturalmente opressora e, portanto, corrupta. Toda opressão é uma forma de corrupção. O poder pela guerra é uma lógica, um sistema criado por homens corruptos feudais, pré-históricos ou capitalistas. Os sistemas são criados por homens. Mas isso não quer dizer que os homens não possam deixar de ser corruptos, nem que não possam pensar fora da lógica da guerra e criar novos sistemas (e sistemas não-corruptos). Homens e mulheres não nasceram para a inércia, e sim para o conhecimento e para construir novas razões. A guerra e a corrupção são razões mortas ideologicamente para a nossa sociedade do conhecimento.

Portanto é hora de mudar a hegemonia na ONU por uma ideologia da PAZ. É hora de cessar fogo no mundo já. O capitalismo da guerra domina a lógica do mundo há mais de 400 anos. É absoluto nisso e nunca houve socialismo no mundo. O fato de termos ditaduras construídas em várias nações em nome da tese socialista não significa que o mundo tenha experimentado o socialismo. Tudo e todos estão regidos no mundo pela lógica capitalista: corrupta, agressiva e hipócrita. E não há possibilidade de uma ditadura ser socialista porque as ditaduras naturalmente oprimem e corrompem. O socialismo é uma utopia que nunca foi experimentada (em lugar nenhum) e cujos valores ainda precisam ser entendidos pela sociedade do nosso tempo (como bem disse Marx em sua tese).

De resto, não vejo possibilidade de homens e mulheres corruptos construírem o socialismo. O ideal socialista exige comunhão, coletividade, postura, liberdade, integridade, equidade, distribuição equânime de conhecimento, bens e riquezas e recuperação absoluta do valor do trabalho humano. Não será possível construir o socialismo enquanto aceitarmos a corrupção e a hipocrisia em nós. A corrupção é um valor capitalista que coloca a idéia de CRESCIMENTO ECONÔMICO E ACÚMULO DE CAPITAL acima do TRABALHO (valor sagrado dos seres humanos) e acima de todos os outros valores libertários do viver em sociedade. Toda corrupção subverte o TRABALHO (mais valia). Toda corrupção promove a guerra e toda guerra é uma forma de corrupção (poder pela força/tortura/opressão).

Paz! Paz! É hora de gastarmos nossa energia com trabalho, arte, esporte, sexo e amor! É hora de distribuir e armazenar energia humana. Investir capital na energia humana. É hora de girar a Roda Gigante do mundo. É hora de deslocar o investimento absoluto do capital do mundo em uma energia revolucionária: A CONVIV6ENCIA HUMANA E AMBINETAL PELA ARTE, PELO ESPORTE, PELA PROTEÇÃO DO MEIO AMBEINTE E PELO AMOR. É hora de matar a corrupção, reduzir a carga horária de trabalho de todos os seres humanos do mundo, democratizar todo conhecimento (inclusive a ciência), recuperar o valor e priorizar o trabalho humano em todas as áreas e viver. Viver a vida. Viver sem guerra. Viver sem corrupção. Isso é tão simples! Que a gente se desespera por não ser entendido. E dá vontade de gritar: PORRA! CARALHO! Até quando vamos continuar corruptos, opressores, hipócritas e burros!

O ideal socialista, no meu raso entendimento das teses de Marx, é uma sociedade futura onde todo trabalho tenha o mesmo valor (seja ele de um doutor, um lixeiro, um artista, um artesão, um trabalhador doméstico, um administrador, um industrial ou um operário). Estamos longe de chegar lá. Mas se vencermos a corrupção, teremos ascensa a dignidade e a centelha de lucidez que poderá nos oferecer uma observação crítica do capitalismo e uma luz para uma sociedade socialista futura. Viva Marx que defendeu a arte, a filosofia, o humano, o proletariado, o trabalho doméstico, o trabalho intelectual do mesmo tamanho do manual e todo e qualquer trabalho como valor sagrado e universal do ser humano. A corrupção é feudal (opressora) como é capitalista (hipócrita). O sistema capitalista exponenciou a corrupção no homem. Perdemos inclusive a noção de que os números são infinitos e continuamos trabalhando 24 horas (acumulando/não distribuindo dinheiro, energia e ciência) para crescer um valor podre/corrupto (o capital volátil do mundo).

PASSEATA PELA CULTURA, Rodrigo Alves

O Popular, Magazine, 30 de março de 2011

Diante da situação crítica da categoria artística no Estado, o Fórum Permanente de Cultura está organizando uma manifestação em Goiânia para sexta-feira, com o intuito de pedir ao poder público posicionamento urgente para resolver questões que assolam a área. Entre várias delas, uma, já relatada pelo POPULAR, refere-se às restrições na captação pela Lei Goyazes, mecanismo estadual de fomento à cultura, em face aos problemas orçamentários do Estado.

A ideia dos integrantes do fórum, que conta com o envolvimento de cerca de cem pessoas ligadas à cultura, é mobilizar artistas e comunidade para uma manifestação pelo Centro da capital em marcha da Praça do Trabalhador até a Praça Cívica, onde o grupo reivindicará audiência com o governador Marconi Perillo. Outro objetivo é também relançar o Manifesto em Defesa dos Trabalhadores da Arte 2010/2011, que defende, em 11 pontos, que a cultura sejam tratada como prioridade e os artistas, como trabalhadores.

O texto do manifesto foi aprovado no ano passado durante o período eleitoral pelo fórum, que já completa mais de uma década de atividade. “São pontos que a categoria debateu e definiu. Entre eles, está a necessidade promover o valor de que a arte também é um trabalho, tentando também ir contra a concepção capitalista de que só é trabalho aquilo que gera riqueza material direta”, define o autor do texto, o publicitário e poeta Leo Pereira.

Reivindicações

O cronograma preparado para sexta-feira, explica outro membro do fórum, o produtor cinematográfico Wilmar Ferraz, começa com concentração na Praça do Trabalhador, às 14 horas. “Às 15 horas, planejamos sair pela Avenida Goiás rumo ao anel interno da Praça Cívica”, informa. Por volta das 17 horas, explica ele, a manifestação estacionará à frente do Centro Administrativo, de frente para o início da Avenida 84, onde o fórum vai requisitar uma audiência com o governador. “Qualquer pessoa pode participar”, convida ele.

De acordo com Ferraz, ofícios à Agência Municipal de Trânsito, Polícia Militar e Secretaria Municipal de Saúde para o apoio logístico à manifestação já foram despachados. Ontem, até o final da tarde, também estava previsto a protocolação do pedido de audiência com Marconi. “Queremos mostrar à população que os artistas também se posicionam como categoria profissional”, defende Ferraz. Para tanto, a movimentação do fórum já está sendo divulgada nas redes sociais da internet, em sites como Twitter e Facebook.

Entre os principais pedidos do manifesto a ser apresentado ao governador, estão pontos que não são necessariamente novos na área. Um deles, por exemplo, é a reivindicação de que municípios, Estados e União destinem cerca de 5% do Orçamento para cultura, realidade muito longe do que se vê atualmente. “Nosso pedido neste momento é direcionado ao governo estadual, mas as reivindicações se estendem também os representantes dos municípios e da União”, explica Ferraz. Outro ponto diz respeito ao pedido de implementação de políticas de interiorização de projetos culturais.

Entre as medidas práticas reivindicadas para o Estado, estão a adequação de Goiás ao Sistema Nacional de Cultura, a reestruturação das pastas que cuidam da cultura, a realização de concurso público para qualificação profissional e a regulamentação do Fundo Estadual de Cultura. Para completar, o manifesto se posiciona ainda contra a “realização de megaeventos” se eles inviabilizam medidas menores para formação de público e fomento. “Não podemos esquecer também do abandono de centros culturais, como o Oscar Niemeyer”, complementa a curadora Lydia Himmen, outra integrante do fórum.

VOCÊ SABIA…

MANIFESTAÇÃO DE RUA – 1º DE ABRIL

O Fórum Permanente de Cultura de Goiás realizará no dia 1º de Abril um grande cortejo saindo da Praça do Trabalhador até a Praça Cívica. O objetivo é relançar o Manifesto em Defesa dos Trabalhadores da Arte 2010/2011 e apresentar a pauta de reivindicações urgentes ao governo de Goiás.

O manifesto defende 11 pontos fundamentais para que a cultura seja realmente prioridade e o artista respeitado como trabalhador.

1)    POR MAIS VERBAS PRA CULTURA; AUMENTO DO FUNDO DE CULTURA PARA 5% DO ORÇAMENTO NOS PODERES MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL.

2)    PELO FIM DO ABANDONO E URGENTE REVITALIZAÇÃO E OCUPAÇÃO PLENA DOS ESPAÇOS PÚBLICOS DESTINADOS A ATIVIDADES CULTURAIS E ARTÍSTICAS COM AÇÕES FINANCIADAS PELOS PODERES PÚBLICOS E OFERTADAS À SOCIEDADE.

3)    PELA UNIVERSALIZAÇÃO E INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA COMO FORMA DE PROMOVER O ACESSO AO CONHECIMENTO E GARANTIR O DIREITO A MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS EM BAIRROS E ORGANIZAÇÕES COMUNITÁRIAS URBANAS E RURAIS, OBEJETIVANDO GARANTIR A PRESENÇA DA ARTE COMO FATOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL NO COTIDIANO DAS FAMÍLIAS CARENTES DAS METROPOLES E DE TODAS AS CIDADES DO INTERIOR DO NOSSO ESTADO E DO NOSSO PAÍS.

4)    PELA REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO PARA OCUPAÇÃO DAS VAGAS DA CULTURA POR PROFISSIONAIS QUALIFICADOS.

5)    PELA REESTRUTURAÇÃO DA AGEPEL E DA SECULT PARA FAZER FRENTE ÀS REAIS NECESSIDADES DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A CULTURA EM GOIÃNIA E EM GOIÁS.

6)    TRANSFORMAR POLÍTICAS DE GOVERNO EM POLÍTICAS DE ESTADO PARA GARANTIR DIREITOS DA SOCIEDADE E DOS TRABALHADORES DA ARTE.

7)    PELA REGULAMENTAÇÃO DO FUNDO ESTADUAL DE CULTURA EM GOIÁS.

8)    PELA ADEQUAÇÃO DO ESTADO DE GOIÁS AO SISTEMA NACIONAL DE CULTURA.

9)    LEVAR PARA AS PERIFERIAS DA CAPITAL E PARA O INTERIOR DO ESTADO OS EQUIPAMENTOS DE CULTURA.

10)  EXIGIR DO PODER PÚBLICO GOIANO O MAPEAMENTO DAS ATIVIDADES DE CULTURA E DAS VOCAÇÕES ARTÍSTICAS DE TODO O ESTADO.

11) REVER AS POLÍTICAS DE MEGA EVENTOS ESTATAIS E PLANEJAR O INVESTIMENTO NUMA NOVA LÓGICA QUE PRIORIZE FORMAÇÃO, FOMENTO E TEMPORADAS POPULARES E PEDAGÓGICAS, DE FORMA QUE O PODER PÚBLICO REMUNERE A PERFORMANCE DO TRABALHADOR DA ARTE PARA REALIZAR SEU TRABALHO, E AINDA, PROMOVA A PRESENÇA DA ARTE NOS AMBIENTES PÚBLICOS, CASAS DE ESPETÁCULOS, DEMAIS ESPAÇOS DE ARTE PÚBLICOS E PRIVADOS E ESPAÇOS DESTINADOS À EDUCAÇÃO E  À SAÚDE.

PAUTA URGENTE

Além do manifesto, os artistas apresentarão também outras pautas urgentes ao governo do Estado:

Adesão imediata de Goiás ao Sistema Nacional de Cultura;

Imediata regulamentação do Fundo Estadual de Cultura;

Realização da 1ª Conferência Estadual de Cultura, onde serão escolhidos os representantes da sociedade junto ao Conselho Estadual de Cultura;

Devolução imediata dos 50% que foram cortados da Lei Goyazes para o ano fiscal de 2011;

Aumento de 5 para 10 milhões dos recursos para a Lei Goyazes para os anos de 2012, 2013 e 2014;

Fim imediato das interferências da Secretaria de Finanças sobre os projetos aprovados pela Lei Goyazes.

Durante o cortejo, vários grupos e entidades artísticas vão inserir suas manifestações estéticas a partir dos temas centrais decidido pelo Fórum: Arte é trabalho, Cultura é prioridade e gera emprego.

PARTICIPE CONOSCO!


Manifestação de rua no dia 1º de abril

O que é?
É uma atividade que marca o início de várias ações dos Trabalhadores da Cultura de Goiás. Na proposta iniciamos no dia 1º de abril e encerramos no dia 19 de junho no Fica na Cidade de Goiás;

Quem devemos mobilizar?
Todos os trabalhadores da cultura e sociedade em geral. Devemos conversar com grupos organizados tais como Escolas de samba, Cultura Popular, Grupos de Teatro e Musicais, Associações e sindicatos representativas das várias categorias, Escolas e Universidades;

Quando e que Horas?
Será na sexta-feira dia 1 de abril com concentração na Praça do Trabalhador a partir das 14 horas. Início do cortejo às 15 horas.

O que vamos fazer?
Um cortejo da Praça do Trabalhador até a Pça Cívica; Saimos da Pça do Trabalhador as 15 horas subindo a Av. Goiás, chegamos à Pça Cívica, entramos pelo anel interno da pça e damos a volta na pça até para em frente ao Centro Administrativo;

Quais as ações no cortejo?
Durante o cortejo será usado um microfone sem fio para irmos informando às pessoas que transitam pela avenida sobre o nosso movimento e o que estamos fazendo e porque estamos fazendo. Pessoas com nosso material impresso deve ir distribuindo durante todo o cortejo. No trajeto a palavra será franqueada a todos que queiram falar como indivíduos dentro do do foco do movimento.

Quais as ações no Centro Administrativo?
Nesse momento teremos falas focada no objetivo final de nossa ação que é garantir Políticas Públicas para a Cultura e a palavra será dada às entidades representativas das várias categorias. tipo FETEG, ASCOM, AGCV, ABD, ASMAG, Pontos de Cultura e etc. Não é descartada a palavra individual nesse momento, mas ela precisará ser bastante representativa;

Até que Horas?
A idéia é que inicie a dispersão a partir das 18 horas.