O Dia da Verdade-Manifestação realizada a primeiro de abril de 2011.

Photo: Fabiola Morais

Por Marilia Ribeiro Pereira

Uma manifestação digna de reis e rainhas. De repente, senhores, moças agrupadas, mendigos, andarilhos, até os burgueses em seus carros fechados, até os policiais, todos a um só tempo se transfiguraram com seus mantos reais. Passaram de comandados a comandantes num jogo que podem e devem comandar. Quão extasiados ficaram ao ver uma multidão de gigantes passar, multidão sim pois com suas pernas de pau, narizes de palhaço, tambores, apitos, cartazes, explicativos e com suas poderosas e conscientes vozes: 200 artistas eram na verdade 200 milhões de pessoas representadas naquele arquétipo coletivo. Essas vozes se alternavam cada vez mais indignadas contra a palidez que o governo ousa conduzir a cultura.

Dizemos não a políticas de eventos! Necessitamos de políticas publicas abrangentes disseminadas que ofereçam oportunidade para que a comunidade seja testemunha ocular de obras de arte que possam quiçá realizá-las. Quem esteve presente tomou parte da força arrebatadora que os artistas possuem quando gritam a uma só voz. E ai do governante que não os atender imediatamente e cair postado de joelhos pedindo perdão, pois estes são os representantes espirituais do povo e podem a um só tempo destronar o falso rei.

Será mais simples promover a elite piqui-pieguas do que promover um direito carregado de lutas e anos de dedicação e auto sacrifício. Não somos parentes ou amigos do falso rei, estamos aqui pois empreendemos um processo interminável de autodesenvolvimento coletivo que contribui para o engrandecimento de um povo despertando-os para a procura da verdade de si mesmos. Orientando-os para busca de sua missão de vida, uma missão mais nobre e elevada.

Essa foi a primeira de muitas manifestações que virão pois, como todos sabemos, a vocação do povo brasileiro é avançar e dar milhares de passos a frente. Jamais retroceder, como é o caso da Lei Goyazes que só servia para gatos pingados que tinham fortes ligações políticas e empresariais (e quando se torna um meio mais adequado é cortada pela metade). Nem é difícil responder onde foi e vai esse dinheiro não outorgado. Vai para farra dos bois graúdos que perpetuam a diferença vergonhosa e aviltante entre ricos e pobres deixando nossa gigantesca nação como uma das mais desiguais do mundo.

Na próxima manifestação, deceparemos as cabeças dos falsos reis e colocaremos a do povo!!!!!!!!!!!

Photo: Fabiola Morais


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O Fórum Permanente de Cultura é um movimento que surgiu em Goiânia no final dos nos anos 90 e teve como principal resultado de luta a aprovação das leis de incentivo à cultura em Goiânia e em Goiás. À época, o movimento se reunia todas as terças-feiras no Centro Cultural Martim Cererê onde planejava ações políticas e exercia o debate permanente em defesa da cultura.

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